Com 11 empresas integradas e foco em soluções para o agronegócio, o parque tecnológico da UFLA consolida a transformação de pesquisas acadêmicas em negócios de mercado.

O Parque Científico e Tecnológico dos Ipês (IpêTech), braço de inovação da Universidade Federal de Lavras (UFLA), registrou um crescimento expressivo em seu quadro de parceiros. Recentemente, o ecossistema saltou de oito para 11 iniciativas integradas, englobando desde startups em estágio de incubação até projetos consolidados de grande porte.
Transformação da Pesquisa em Mercado
Com uma infraestrutura de 14 mil metros quadrados, o parque atua como um vetor de integração entre a produção acadêmica e as demandas do setor produtivo. Segundo o gestor do IpêTech, Ernani Marques da Silva, o objetivo central do espaço é converter o conhecimento teórico desenvolvido nos laboratórios em soluções práticas para a sociedade.
Entre os projetos de destaque que operam no Parque Científico e Tecnológico dos Ipês (IpêTech), evidenciam-se soluções voltadas ao agronegócio:
- Vaca Roxa: Desenvolveu uma tecnologia portátil (raquete digital) que identifica a mastite bovina em apenas 40 segundos, mitigando perdas financeiras no setor leiteiro.
- Ceifa: Focada em pequenos produtores, a empresa cria maquinário acessível, como colhedoras de milho otimizadas para cultivos consorciados com café.
Conexão Digital e Oportunidades
Além do espaço físico, o IpêTech fomenta a rede de inovação por meio da Plataforma Árvore, que já conecta cerca de 100 especialistas e 60 startups em um ambiente digital colaborativo.
Inscrições para o Bootcamp de Ideação
Para empreendedores e estudantes que buscam viabilizar novos modelos de negócio, o parque encerra nesta sexta-feira (20) o prazo de inscrição para o Bootcamp de Ideação. O treinamento presencial consistirá em 12 encontros focados no desenvolvimento de ideias e capacitação profissional.
O Bootcamp Ideação é um programa de desenvolvimento de projetos estruturado em 12 encontros semanais, baseado na Metodologia Triplo Diamante. A proposta é conduzir os participantes por um processo organizado de criação e validação, no qual soluções são desenvolvidas a partir de evidências e da investigação de necessidades reais.
O público-alvo inclui estudantes, empreendedores, pesquisadores e profissionais da comunidade interessados em se aproximar do ecossistema de inovação e em desenvolver soluções estruturadas para desafios reais. Durante todo o processo, os participantes contam com acompanhamento de mentores e especialistas, que oferecem suporte técnico e orientação estratégica para o amadurecimento das propostas.
Durante o percurso, os participantes passam por três ciclos de exploração e validação. O primeiro é dedicado à compreensão do problema, seguido pelo desenvolvimento e teste de soluções e, por fim, pela construção e validação do modelo de negócio. Ao longo dessas etapas, os participantes aprendem a investigar desafios concretos, formular hipóteses testáveis, prototipar rapidamente e tomar decisões orientadas por dados.



