Iniciativa promove a transformação de resíduos em combustível para a indústria cimenteira.

Nesta quinta-feira, 9 de abril, o município de Lavras recebeu uma capacitação estratégica para a implementação do projeto Minas Recicla Energia. O foco da iniciativa é a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos, oferecendo uma alternativa sustentável para materiais que não podiam ser reaproveitados pelos métodos tradicionais.
O evento contou com a participação de gestores municipais, associações de catadores e entidades parceiras. O objetivo central foi instruir os profissionais sobre a triagem e o encaminhamento correto de materiais para o coprocessamento, técnica que transforma rejeitos em combustível para fornos industriais.
Expansão e Impacto Regional
Anteriormente restrito à região central de Minas Gerais, o projeto expande agora sua atuação para o Sul do estado. Além de Lavras, cidades como Ijaci e Nepomuceno passam a integrar o cronograma da proposta.
De acordo com o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Adriano Garcia, o programa representa um salto qualitativo na gestão pública. Garcia enfatizou que a medida permite o aproveitamento de resíduos volumosos que, até então, não possuíam uma destinação ambientalmente adequada.
O Papel dos Catadores e Parcerias
A formação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em conjunto com a empresa InterCement. A integração dos catadores de materiais recicláveis é um dos pilares do projeto.
“Nosso objetivo é garantir que os catadores tenham clareza sobre quais resíduos podem ou não ser destinados à recuperação energética”, afirmou Tânia Cristina de Souza, ressaltando que a categoria atua como protagonista no processo.
Benefícios Ambientais e Econômicos
Ao desviar materiais dos aterros sanitários e transformá-los em energia para a indústria de cimento, o Minas Recicla Energia gera uma cadeia de benefícios que inclui:
- Redução da pressão sobre a vida útil dos aterros sanitários;
- Geração de energia a partir de fontes alternativas;
- Inclusão social e valorização financeira do trabalho dos catadores;
- Melhoria nos índices de sustentabilidade da região.



