Cadastro eleitoral só será reaberto em novembro; restrições impactam acesso a serviços públicos e bancários

Mais de 960 mil eleitores em Minas Gerais estão impedidos de participar do pleito de 2026. O grupo não cumpriu o prazo para a regularização do título de eleitor, encerrado na última quinta-feira (7). Além da impossibilidade de votar, a situação de irregularidade impõe severas sanções civis, como o impedimento para emitir passaportes, tomar posse em concursos públicos e contratar empréstimos em instituições bancárias.
A interrupção do atendimento segue o rito do Artigo 91 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A legislação veda qualquer modificação, inscrição ou transferência de domicílio eleitoral nos 150 dias que antecedem a votação. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) nesta segunda-feira (11), a movimentação nos meses de abril e maio foi intensa, com cerca de 25 mil cidadãos buscando a regularização.
O tribunal ressaltou que as estatísticas definitivas dependem do processamento total das solicitações feitas em maio. Para quem perdeu a data limite, a situação dos títulos cancelados só poderá ser resolvida no final do ano. De acordo com o TRE-MG, a nova oportunidade só acontecerá no dia 3 de novembro, quando reabrirá o cadastro eleitoral.
Embora o sistema eleitoral brasileiro avance na implementação de tecnologias de segurança, a biometria ainda não é obrigatória para votar nestas eleições. Contudo, o órgão destaca que a coleta de dados biométricos é fundamental para o sistema, pois o objetivo central é garantir que cada eleitor seja identificado de forma única, eliminando fraudes como o uso de documentos falsos.



